Juiz nega absolvição e marca 1º audiência de estudante de medicina que matou Carolina

Depois de negar a absolvição sem julgamento ao estudante de medicina, João Pedro de Miranda, foi marcada a 1º audiência do acidente em que a advogada Carolina Albuquerque acabou perdendo a vida, depois do carro em que estava ser atingido pela camionete de João Pedro, no dia 2 de novembro de 2017, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

A audiência foi marcada para julho deste ano, onde serão ouvidas testemunhas apresentadas pelo MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), sendo que no dia 12 agosto outra audiência deve ouvir as testemunhas de defesa. Por fim, no dia 13 agosto, o estudante de medicina João Pedro deve ser ouvido.

A decisão com as datas das audiências foi publicada na última quinta-feira (28). Em despacho, o juiz de direito Roberto Ferreira Filho argumentou que a defesa “não apresentou justificativa que pudesse levar a absolvição sumária do acusado”.

Mas, o juiz deferiu o pedido que a defesa de João Pedro havia feito sobre informações relativas a existência ou não de multas e se o carro da advogada estava com os documentos em ordem, no dia do acidente. O pedido da defesa foi feito em fevereiro deste ano.

Segundo os advogados do acadêmico de medicina, o carro da advogada estaria com a documentação atrasada na ocasião da colisão, em 2 de novembro de 2017. Eles ainda pediram os dados do Detran-MS e querem verificar se a habilitação da vítima estava em dia. Carolina foi atingida pela camionete de João Paulo que, segundo dados da perícia, descia a principal avenida de Campo Grande a 115 km/h.  Ela estava a 30 km/h.

Mesmo assim, a defesa sustenta que João Pedro é inocente e que ‘todos os fatos serão esclarecidos’. Está não seria a primeira vez que a defesa do estudante tentou desqualificar a vítima, em julho de 2018, a defesa do estudante de medicina já havia feito o pedido para a análise do sangue de Carolina Albuquerque no intuito de saber se antes do acidente ela teria ingerido bebidas alcoólicas. No entanto, o IALF (Instituto de Análises Laboratoriais e Forenses) teria afirmado à Justiça que não possuía equipamentos para atender ao pedido.

No dia 31 de julho a quebra dos sigilos bancários e telefônicos de João Pedro de Miranda foram autorizados pela Justiça. Foi enviado também um pedido a Google para tentar a localização de João Pedro antes do acidente.

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