Corpo de Giseli Cristina Oliskowiski foi encontrado em um poço no quintal da residência no bairro Aero Rancho
A equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) aguarda o laudo necroscópico para constatar se Giseli Cristina Oliskowiski, de 40 anos, estava viva ou morta no momento em que o namorado, Jeferson Nunes Ramos, de 41 anos, ateou fogo em seu corpo. O crime ocorreu na tarde do dia 1° de março no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.
Segundo as informações policiais, após uma discussão entre o casal, a vítima teria dado tapas no suspeito e o mesmo teria desferido contra ela uma pedrada. Em seguida, a colocou em um buraco e ateou fogo no corpo dela.
O corpo da vítima foi encontrado em um poço no quintal do imóvel com o corpo carbonizado. Já o suspeito, foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia. Ele foi interrogado e optou pelo seu direito de permanecer calado e falar apenas em juízo. Diante dos fatos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva e o autor se encontra preso pelo crime de feminicídio.
Por fim, a delegada, Analu Ferraz, reforçou dizendo que apenas o exame necroscópico vai apontar se a vítima estava viva ou morta no momento em que foi queimada. “Estamos aguardando o resultado se existia fuligem nas vias áreas dela. Após o exame, vamos ter como precisar o modus operandi e também materializar as qualificadoras”.
Feminicídio – Giseli Cristina Oliskowiski é a sexta vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul. É o segundo caso registrado em Campo Grande, no qual, o primeiro foi da jornalista, Vanessa Ricarte.
No dia 12 de fevereiro, a jornalista de 42 anos, foi morta após ser esfaqueada pelo ex-noivo, o músico, Caio Nascimento. Horas antes do crime, a profissional denunciou o ex-companheiro por violência doméstica na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e pediu medidas protetivas.
No entanto, ao retornar para residência onde morava com o suspeito para buscar algumas coisas pessoais, teve uma discussão com Caio e foi esfaqueada três vezes na região do tórax. Ela estava com um amigo, que conseguiu levá-la para um cômodo e acionar a Polícia Militar.
Durante as diligências, o músico foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio. Já, a vítima foi encaminhada em estado grave para Santa Casa da Capital, mas não resistiu e morreu. O agressor de Vanessa possuía mais de 10 registros policiais por violência doméstica contra mãe, irmã e ex-companheiras.
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