Seca tem aumentado risco de incêndios no Pantanal

A ausência de chuva, combinada com a umidade relativa do ar não ultrapassando os 20%, cria um ambiente propício para a propagação rápida de incêndios (Foto Divulgação)

Corpo de bombeiros segue há 128 dias operando incessantemente por terra, água e ar

Nesta quarta-feira (07), a região do Pantanal sul-mato-grossense continua enfrentando condições climáticas severas, que contribuem significativamente para o aumento do risco de incêndios florestais na região. A temperatura continua alta e atingiu 37 °C, enquanto as rajadas de vento ficaram acima de 50 km/h, provenientes do nordeste em direção sul. 

A ausência de chuva, combinada com a umidade relativa do ar não ultrapassando os 20%, cria um ambiente propício para a propagação rápida de incêndios. No dia 7 de agosto, a operação continua enfrentando desafios significativos no combate aos incêndios florestais, principalmente as condições climáticas adversas, que têm prevalecido na região. Contudo, as equipes mantêm um esforço incessante para proteger vidas e bens patrimoniais, adaptando-se às rápidas mudanças e otimizando o uso de recursos e equipamentos disponíveis. Com o aumento das temperaturas e as alterações nos padrões de umidade, os incêndios têm se comportado de maneira inesperada e mais agressiva. Em resposta, todo o efetivo empenhado na Operação Pantanal está se dedicado diariamente ao ajuste das estratégias e táticas de combate, remanejando materiais e pessoal para áreas prioritárias, de acordo com a evolução dos focos e as alterações das condições climáticas. 

O enfrentamento dos incêndios florestais permanece como uma prioridade crucial para a conservação do bioma Pantanal, proteção da sua diversidade biológica e seus habitats naturais. No centésimo vigésimo oitavo dia de operação, as ações se mantiveram direcionadas a sete focos de incêndio ativos. Um deles atinge o município de Miranda, próximo à região de Salobra, e se estende até a BR-262. 

Outro foco abrange as proximidades da Fazenda Caiman e há também incêndios nas imediações da região de Nabileque, especificamente na divisa entre Bolívia e Mato Grosso do Sul, nas proximidades da comunidade indígena Kadiwéu. Alguns focos também se mantêm ativos nas proximidades da Serra do Amolar – perto do Paiaguás -, e nas imediações do Passo da Lontra, na Estrada Parque. Todos os incêndios foram identificados por meio de monitoramento por satélites e as equipes continuam mobilizadas para controlar o fogo e impedir a expansão dos focos. 

Além dessas regiões onde os combates estão em andamento, uma área de alerta nas proximidades do Porto da Manga permanece sob monitoramento. Nos municípios de Corumbá, Aquidauana e Campo Grande, quatro equipes especializadas em incêndios florestais reforçam os trabalhos de combate às ocorrências de incêndios em vegetação no perímetro urbano. Na cidade de Miranda, próximo à região de Salobra, onde o incêndio estendeu-se até a BR 262, uma equipe composta por 18 militares de Mato Grosso do Sul está intensamente envolvida no combate aos focos. As operações enfrentam desafios significativos devido à difícil acessibilidade e às condições climáticas adversas, o que requer um esforço adicional para controlar o fogo. Nesta quarta-feira, as aeronaves não conseguiriam atuar no local devido às fortes rajadas de vento. A situação é particularmente crítica nas proximidades do Parque Estadual do Rio Negro e nas áreas ribeirinhas. Frente à gravidade da situação e à rápida propagação do fogo, as equipes que estão atuando na região da BR-262 concentram as ações de combate na proteção da população ribeirinha. As guarnições extras enviadas para a região próximo à Fazenda Caiman, em Aquidauana – MS, trabalham com o propósito de resguardar área de preservação ambiental. 

O foco de incêndio, que se originou na Nhecolândia, está controlado e segue em monitoramento. Na região de Nabileque, especificamente na divisa entre Bolívia e Mato Grosso do Sul, foi detectado um novo foco de incêndio por meio de monitoramento por satélite. Equipes foram enviadas para atuar no combate, que se concentra nas proximidades das terras da comunidade Kadiwéu, já afetada pelo fogo. As operações abrangem principalmente o monitoramento constante dos focos com o objetivo de evitar que eles atinjam as pontes que ligam a região à BR-262. Já os focos que tiveram início nas proximidades da divisa entre Bolívia e Mato Grosso do Sul e se expandiram para a Serra do Amolar, avançaram também para a região do Paiaguás. 

As equipes responsáveis pela área estão atuando no monitoramento e traçando novas estratégias a serem adotadas no combate. Na região do Passo da Lontra, na Estrada Parque, foram realizados trabalhos intensivos para extinguir os focos de incêndio. Porém, após um árduo esforço e monitoramento contínuo, o incêndio se mantém ativo. As equipes permanecem empenhadas no controle da situação, trabalhando para conter a nova propagação e minimizar os danos. No Porto da Manga os focos de incêndio permanecem controlados e sob constante monitoramento. Equipes de bombeiros estão presentes no local para assegurar o controle e responder rapidamente a qualquer eventualidade. Paralelamente, a Sala de Situação realiza ainda um acompanhamento contínuo das condições no local, utilizando tecnologia avançada para garantir uma supervisão eficaz e em tempo real. O duplo esforço no monitoramento é essencial para manter a área segura, prevenir novos focos de calor e proteger o meio ambiente local. Atualmente, a Operação Pantanal mobiliza um efetivo de 107 bombeiros militares do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS), alocados em diferentes localidades como Campo Grande, Corumbá, Anastácio, Miranda, Bonito e Porto Murtinho. Além disso, a operação conta com o apoio de 27 militares da Força Nacional de Segurança Pública e 7 militares do estado do Paraná, mobilizados pela LIGABOM. As Forças Armadas, incluindo a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira, também contribuem para a operação. Complementando o esforço, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul com 4 militares e 233 agentes do IBAMA, ICMBio e brigadistas do PrevFogo estão envolvidos no combate aos incêndios. Essa colaboração multidisciplinar e interinstitucional é crucial para enfrentar e controlar os incêndios na região do Pantanal. 

Atualmente, contamos com oito bases avançadas estrategicamente posicionadas no Pantanal, desempenhando um papel crucial na preservação deste ecossistema singular. Essas bases são fundamentais para o sucesso das nossas operações de combate a incêndios e proteção ambiental. Cada base é responsável pela administração de viaturas e embarcações, além da manutenção de materiais e equipamentos especializados. Essas funções são essenciais para garantir a segurança e a eficácia das nossas ações no terreno. Com suas operações bem coordenadas, as bases possibilitam uma resposta ágil e eficaz aos desafios específicos do Pantanal, assegurando a proteção da rica biodiversidade da região. A atuação das bases avançadas é um pilar vital para enfrentar as adversidades e preservar o ambiente do Pantanal, garantindo que possamos continuar protegendo este patrimônio natural inestimável. A frota mobilizada na Operação Pantanal 2024 é composta por diversos veículos e aeronaves essenciais para a missão. Contamos com 20 aeronaves prontas para o emprego, incluindo 1 Air Tractor do CBMMS, 1 helicóptero “Harpia” da PMMS, 4 Air Tractor do ICMBio, 2 helicópteros “Pantera” e 2 “Cougar” do Exército Brasileiro, 1 KC-390 Millenium da Força Aérea Brasileira, 1 helicóptero “Caravan” da Força Aérea Brasileira, 1 “Black Hawk” da Força Aérea Brasileira, 2 helicópteros da Marinha do Brasil e 7 Air Tractor alugadas. 

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