ONGs de MS alertam para aumento do abandono e defendem festas sem fogos

União formada por 27 entidades reforça que maus-tratos são crime, orienta tutores e cobra campanhas educativas e fiscalização no fim de ano

O mês de dezembro, marcado nacionalmente pela campanha Dezembro Verde, reacende o alerta para o abandono e os maus-tratos contra animais, práticas que tendem a crescer durante o período de férias e das festas de fim de ano. Em Mato Grosso do Sul, 27 organizações não governamentais se uniram na União das ONGs do MS, com o objetivo de atuar de forma articulada na defesa animal, no fortalecimento das denúncias e na cobrança por políticas públicas permanentes de proteção.

ONGs de MS alertam abandono de animais
Lígida dos Santos, idealizadora da ONG Patinhas Pantaneiras e integrante da União das ONGs do MS. 
(Foto: Arquivo pessoal)

Além do abandono, a queima de fogos de artifício com estampido é apontada como um dos principais fatores de risco nesta época do ano. O barulho intenso pode provocar medo extremo, estresse, taquicardia, desorientação e fugas, colocando em perigo a vida de cães e gatos e afetando também pessoas sensíveis ao ruído. Conselhos de Medicina Veterinária e entidades de proteção animal reforçam a recomendação pelo uso exclusivo de fogos visuais, sem barulho, especialmente no Natal e no Réveillon.

ONGs de MS alertam abandono de animais
Pet sendo cuidado em Campo Grande – MS. (Foto: Arquivo pessoal)

“Dezembro Verde é um chamado coletivo à responsabilidade. Animal não é descartável. E, no fim do ano, o abandono vira uma sentença cruel para quem depende totalmente do cuidado humano”, afirma Lígida dos Santos, idealizadora da ONG Patinhas Pantaneiras e integrante da União das ONGs do MS.

ONGs de MS alertam abandono de animais
A União das ONGs do MS faz um apelo à sociedade, ao poder público e aos organizadores de eventos para priorizarem festas sem fogos com estampido.
(Foto: Arquivo pessoal)

Maus-tratos 

A mobilização também reforça a importância da Lei Sansão (Lei nº 14.064/2020), que aumentou as penas para crimes de maus-tratos contra cães e gatos. A legislação prevê reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda do animal.

“Não é ‘brincadeira’, não é ‘correção’, não é ‘tradição’. Maus-tratos são violação de direito e precisam ser tratados com seriedade. A Lei Sansão existe para responsabilizar e proteger”, enfatiza Lígida.

Festas responsáveis

A União das ONGs do MS faz um apelo à sociedade, ao poder público e aos organizadores de eventos para priorizarem festas sem fogos com estampido, ampliem campanhas educativas e reforcem a fiscalização durante o período festivo. A entidade também solicita apoio dos veículos de comunicação para ampliar a conscientização sobre o tema.

ONGs de MS alertam abandono de animais
Alerta para todos/(Foto: Divulgação)

Orientações

Como forma de prevenção, as ONGs divulgam recomendações práticas para o cuidado com os animais durante o Natal e o Ano Novo:

  • manter cães e gatos em ambiente seguro, com portas e portões revisados, além de identificação na coleira;
  • evitar deixar os animais sozinhos nos horários de maior barulho;
  • preparar um local de refúgio, mais silencioso, com água, caminha e brinquedos;
  • em casos de animais muito sensíveis, buscar orientação veterinária com antecedência.

Serviço

A União das ONGs do MS se coloca à disposição para entrevistas, pautas educativas e participação em programas de rádio e televisão durante o período de festas, para ampliar a conscientização sobre abandono, maus-tratos e os impactos dos fogos de artifício.

Contato para entrevistas e informações:
Lígida dos Santos — DRT 101–02/MS
(67) 99247-4518
União das ONGs do MS — Campo Grande

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