A construtora JLC Ltda teria sido ‘beneficiada’ em licitações envolvendo o setor de iluminação pública
Os sócios da Construtora JLC Ltda, investigada por corrupção em Campo Grande, tem uma relação próxima com a prefeita de Campo Grande Adriane Lopes (PP) e sua família. A empresa teria sido ‘beneficiada’ em licitações envolvendo o setor de iluminação pública.
Thelma Fernandes Mendes Nogueira Lopes é cunhada casada com Osvaldo Nogueira Lopes, o ‘Bolota’, irmão de Lídio Lopes, marido de Adriane. Ela é chefe da Casa Civil da prefeita.
Nas redes sociais, Thelma e Bolata trocam declarações de amor, em postagens, com Lair Cáceres, esposa de Jorge Cáceres, um dos donos da Construtora JLC LTDA.
Além da amizade com Thelma, Lair também é próxima de Sueli Teles, irmã de Lídio Lopes e diretora do Hospital do Câncer Alfredo Abraão.
A coincidência dos aumentos de aditivos nos contratos e a renovação com a empresa, para continuação do serviço de manutenção da iluminação pública na cidade, pode ser justificada pela proximidade das famílias. Já que enquanto os comentários das redes sociais dizem ‘te amamos’, os bolsos ficam lotados de dinheiro oriundo dos cofres públicos.
Na manhã de sexta-feira (19), o Gaeco deflagrou a operação “Apagar das Luzes”, cumprindo 14 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e em Balneário Piçarras (SC), com autorização do Núcleo de Garantias da Capital.
Além da Construtora JLC Ltda, também são investigadas a Construtora B&C Ltda e uma terceira empresa ainda não divulgada. Segundo o MPMS, as empresas, em conjunto, teriam causado um superfaturamento superior a R$ 62 milhões apenas em parte dos contratos analisados. Dois servidores públicos, sendo um da ativa e outro aposentado, também estariam envolvidos no esquema.
As investigações apontam que a organização criminosa era formada por agentes públicos e privados, que direcionavam contratações, superfaturavam serviços e desviavam recursos da Cosip. O Gaeco identificou ainda a existência de um segundo núcleo criminoso, voltado à criação de empresas de fachada, usadas para simular prestação de serviços e facilitar o desvio de dinheiro público.
Embora haja menção de que parte das irregularidades teria origem em gestões anteriores, o Ministério Público destacou que a investigação atinge contratos em vigor, firmados em 2024 e que foram objeto de aditivos recentes.
Durante a operação, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que devem subsidiar a continuidade das apurações. O procedimento segue em sigilo.
Via: topmidianews
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