COTIDIANO – Mesmo com MP revogada, Consórcio Guaicurus suspende contrato de trabalho dos motoristas

Bolsonaro deve reeditar MP com até 2 meses de suspensão dos empregos, mas empresários se adiantaram com ônibus parados em Campo Grande

Com os ônibus parados nas garagens, o Consórcio Guaicurus suspendeu o contrato de trabalho dos motoristas. O contrato fica suspenso desde o primeiro dia sem ônibus nas ruas, sábado (21), até o dia 5 de abril, ou seja, 15 dias. O presidente Jair Bolsonaro chegou a editar uma medida provisória com regras trabalhistas durante o período de calamidade pública, que previa a suspensão de contratos por até quatro meses, mas trecho foi revogado.

A suspensão do contrato foi inclusa em um aditivo à convenção coletiva de trabalho. O Consórcio leva em conta que não tem receita para operar, já que a circulação dos coletivos foi proibida por causa do coronavírus e só alguns ônibus estão nas ruas, para garantir a mobilidade dos profissionais da saúde. Só não terão os contratos suspensos os funcionários que continuam trabalhando, os que estiverem de férias ou ainda aqueles que usufruem de benefício previdenciário. 

O diretor-financeiro do STTCU (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande), Willian Alves da Silva, explica que a categoria esteve reunida com as empresas, que decidiram suspender os contratos por 15 dias por falta de dinheiro. Ele afirma que o sindicato exigiu que o Consórcio mantivesse os benefícios dos funcionários, como o auxílio-alimentação e vale gás, por exemplo. 

Além disso, mesmo com a suspensão dos contratos, os motoristas devem receber o salário completo em abril. Ele explica que os motoristas trabalharam até o dia 20, mas a empresa vai fazer o adiantamento de 10 dias de salário, para que eles não sofram um ‘baque’ no orçamento. 

“As empresas vão pagar o salário completo, não só até o dia 20, que foi quando parou. Vão fazer adiantamento dos 10 dias [que faltam] para o funcionário receber o salário integral”, diz. 

O diretor explica que o funcionário poderá decidir como vai ‘pagar’ estes 10 dias de trabalho. “Empresas vão chamar cada funcionário e ver como fica melhor, se paga em hora extra ou nas férias que vão vencer esses 10 dias”.

CREDITO. MIDIAMAX


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