CAPITAL – Agepen apura se houve falha em caso de preso morto e marcado com “CV”

Autor confesso de crime disse em depoimento que, se não for transferido para Dourados, vai “matar mais pessoas”

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) apura as circunstâncias do assassinato do preso Julian Kenedi Vilhalva da Silva, 31 anos, no Instituto Penal de Campo Grande.

A família aponta que ele, que cumpria pena por tráfico de drogas, foi colocado no isolamento com um desafeto e reclama de omissão dos agentes penitenciários. O corpo da vítima também tinha a inscrição “CV era CV”, em alusão à facção criminosa Comando Vermelho, e na cela foi escrito “1533 NÃO PASSA NADA”.

Os números são relativos às 15ª e à 3ª letra do alfabeto, que juntas formam PCC (Primeiro Comando da Capital). As frases, apesar da versão oficial de brigas por outros motivos, também levantam suspeita de mais uma morte por disputa de facção criminosa.

“Estamos investigando, por meio do serviço de inteligência e da corregedoria, o que é realmente, não posso garantir ainda”, afirma o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves. De acordo com ele, o sistema penitenciário toma muito cuidado para não misturar presos de facções rivais. Pelo Brasil, a divisão do mesmo espaço já resultou em carnificina.

“Não teve falha se a vítima não revela que é de facção. A gente procura não misturar para não acontecer situação de agressão. Mas nem sempre revelam que são faccionados”, diz o diretor da Agepen. O Instituto Penal, em geral, tem internos da facção criminosa CV e os sem facção. 

A autoria do crime foi assumida por Otávio Gomes da Cruz Pereira, 29 anos. No Boletim de Ocorrência, o preso disse que matou Julian por conta de uma briga anterior, quando apanhou e teve o cabelo cortado. A agressão teria partido de Julian, que seria um ex integrante do PCC, e outros dois presos. Ainda conforme o registro na Depac Centro (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), o corpo tinha a inscrição CV. 

Um agente penitenciário disse que ontem, dia do Natal, por volta das 13h, foi ao pavilhão 2 para abrir as celas e levar os internos para banho de sol. Mas ouviu gritos, vindos da cela disciplinar, de que havia um preso “pendurado”.


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